Foi a partir de 1967, ano da criação da Zona de Franca de Manaus, que a isolada capital amazonense começou a se expandir. No lugar da floresta, ergue-se uma capital de concreto e por conseguinte, vieram os problemas inerentes a uma metrópole com cerca de 2 milhões de habitantes.

Mas, é claro, a natureza está logo ali. E dessa forma, é praticamente impossível pensar em uma viagem a Manaus sem incluir os passeios para a Floresta Amazônica ou mesmo nos parques preservados da capital, como por exemplo a Reserva Florestal Adolpho Ducke e o Bosque da Ciência.

No Centro Histórico, impressionantes construções como o Teatro Amazonas e o Mercado Municipal guardam os resquícios dos tempos áureos da borracha, ao mesmo tempo em que exibe o descaso dos governantes com a preservação do patrimônio histórico, através de um visual de abandono. Sorte que aos poucos já se vê, aqui e ali, alguns edifícios sendo recuperados.

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Passeios em Manaus: 8 locais indispensáveis para aproveitar na capital Amazônica

Para aproveitar um roteiro completo em Manaus, o ideal é dividir os dias entre os passeios na capital e pela Floresta Amazônica. Assim, numa mesma viagem, será possível aproveitar experiências tanto urbanas quanto naturais. Confira nossas indicações para sua viagem.

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Teatro Amazonas

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Construído em estilo eclético, a cor rosa segue enfeitando a fachada do Teatro Amazonas desde a última reforma, em 1990. Foto: Ana Claudia Jatahy – MTUR

Símbolo maior do poderio econômico de Manaus durante o ciclo da borracha, o Teatro Amazonas é a construção histórica mais imponente da região – tanto em seu interior como no exterior.

Durante a visita (monitorada), pode-se apreciar a opulência do salão principal, que conta com 701 lugares e três pavimentos de camarotes, com colunas de ferro francês e pinturas que retratam a fauna e flora amazônicas e outros ambientes, como por exemplo o quarto dos cavalheiros e o quarto das damas, que recebe mostras temáticas e exposições de figurinos.

No espaço mais luxuoso do prédio, o salão nobre (ou sala de baile), pinturas do artista italiano Domenico de Angelis criam uma ilusão de óptica que dá movimento aos personagens. Destaque também para a cúpula externa do teatro, com mais de 19 mil ladrilhos que fazem em seu desenho uma homenagem à República do Brasil.

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O suntuoso Salão Nobre do Teatro Amazonas conta com 701 lugares e pinturas do italiano Domenico de Angelis. Foto: Ana Claudia Jatahy – MTUR
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Cerca de 19 mil ladrilhos formam um bonito desenho criado em homenagem à República do Brasil. Foto: Ana Claudia Jatahy – MTUR

Oferece visitas guiadas de segunda a sábado, das 9h às 17h. Às terças, as visitas são gratuitas.

Igreja de São Sebastião

Depois da visitar o Teatro Amazonas, siga a pé até a Praça São Sebastião, onde você encontrará uma igrejinha de mesmo nome, construída ainda no século XIX, em diversos estilos e com decoração que salta aos olhos. É um lugar especial para conhecer, não só pela belíssima arquitetura mas também pelo simbolismo religioso que representa para o povo local.

Ainda na Praça São Sebastião, aproveite para visitar outros pontos turísticos importantes de Manaus, como por exemplo o MUSA – Museu da Amazônia, com exposições de artistas locais; o Galeria Amazônica, lugar ideal para comprar peças do maravilhoso artesanato indígena; o Palácio da Justiça, construído em 1900 e que atualmente funciona um centro cultural e por fim, o Palacete Provincial, antigo quartel da Polícia Militar do Amazonas e que hoje, abriga a Pinacoteca do estado.

Centro Cultural Palácio Rio Negro

O Centro Histórico de Manaus é repleto de suntuosas construções que retratam o enorme poderio econômico dos antigos barões da borracha na região. Um dos exemplos clássicos é o Palácio Rio Negro, que pertenceu ao alemão Waldemar Scholz. Menos de 10 anos após a inauguração, ao passo que os preços da borracha estavam em queda livre, Scholz precisou hipotecar o palácio, que logo viria a se tornar propriedade do estado do Amazonas.

Restaurado, o palácio abriga atualmente um centro cultural com exposições permanentes e temporárias, biblioteca e salões decorados com móveis da época. As visitas são gratuitas e podem ser acompanhadas por um monitor.

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Palácio Rio Negro – Manaus. Foto: Melhores Destinos.

Praia da Ponta Negra

Ponta Negra é a praia mais badalada de Manaus, procurada não só pelos turistas que chegam à capital como também pelos locais, para se refrescarem do calor. Fica no bairro mais rico da cidade e por conseguinte, tem uma das melhores estruturas entre as praias de Manaus. Recentemente foi construído um calçadão com vários mirantes, assim como um anfiteatro e vários quiosques ao longo de sua extensão.

Encontro das Águas

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Encontro das Águas em Manaus. Foto: Ana Claudia Jatahy – MTUR

Passeio obrigatório para se fazer em Manaus, o Encontro das Águas nada mais é do que a junção do Rio Negro com o Solimões, que durante um trecho de seis quilômetros, ficam lado a lado sem misturar suas águas, devido às diferentes densidades e velocidades, até formarem o grandioso Rio Amazonas.

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Encontro das Águas em Manaus. Foto: Ana Claudia Jatahy – MTUR

O passeio pode ser realizado com agências de turismo local, onde o belíssimo fenômeno será uma das atrações visitadas. Outra forma, mas que pode sair mais caro, é contratando um passeio particular com algum barqueiro.

Praia Dourada

Situada num braço do igarapé Tarumã, a 22 Km do Centro de Manaus, Praia Dourada não possui areia, mas sim inúmeros restaurantes flutuantes que cumprem a mesma função das barracas de praia tradicionais (com faixa de areia): servem como base para os visitantes que vão para tomar sol, beber e petiscar.

Praia da Lua

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A Praia da Lua já foi eleita pela Lonely Planet como a melhor praia de Manaus. Foto: Mário Oliveira – MTUR

A Praia da Lua é uma das mais frequentadas pelos moradores de Manaus e mais recentemente, pelos turistas. Seu nome dá-se justamente pelo bonito formado de meia lua que seu banco de areia forma em meio ao Rio Negro, com areia branquinha e uma bonita vegetação no entorno.

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O acesso à Praia da Lua é feito apenas em barcos, pela Marina do Davi. Foto: Mário Oliveira – MTUR

A faixa de areia varia conforme a época (mais larga entre agosto e novembro, períodos de vazante dos rios, e estreita a partir de dezembro). O acesso é feito apenas de barco, pela Marina do Davi, na Praia de Ponta Negra, e a viagem leva, em média, 10 min de barco. (R$ 10).

Tacacá da Gisela

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Feito com mandioca-brava, tucupi, goma, jambu e camarões, é dos pratos muito populares no Amazonas. Foto: Bruna Brandão – MTUR

O Tacacá é de fato um dos principais expoentes da cultura amazônica. Feito com mandioca –brava, tucupi, goma, jambu e camarão, a iguaria é uma das mais populares na região. E, se há um lugar tradicional em servir essa prato, é o Tacacá da Gisela, situado na mesma praça do Teatro Amazonas. Os locais apreciam o tacacá no fim do dia, por isso mesmo, estabelecimento só abre às 16h.