O que fazer em Tóquio e quais as melhores atrações da cidade? Cosmopolita, moderna e pulsante. Esses são certamente, os principais adjetivos para descrever Tóquio, a capital japonesa.

Surpreendentemente, o que no passado já foi uma mera vila de pescadores se tornou ao longo dos anos uma das cidades mais populosas e por que não dizer, mais desejadas do mundo.

Atualmente, mais de 13 milhões de pessoas vivem nessa cidade; e outras impressionantes 37 milhões em sua região metropolitana.

Assim, de tão gigante e populosa, Tóquio oferece praticamente opções ilimitadas de atrativos turísticos, tornando qualquer lista, por mais longa que seja, sempre incompleta.

Apesar disso, neste post decidimos reunir 10 coisas consideradas essenciais para qualquer turista fazer em Tóquio, principalmente se essa for a sua primeira viagem para a capital japonesa. A lista reune alguns dos locais mais tradicionais da cidade como por exemplo o Mercado Tsukiki, o maior mercado de peixes do mundo; o cruzamento de Shibuya, considerado o mais movimento do mundo; o Palácio Imperial de Tóquio, além de parques e santuários considerados como atrações essenciais para ver em Tóquio.

Aliás, mesmo sendo uma cidade super movimentada, Tóquio convive muito bem com suas tradições seculares. O que torna a cidade ainda mais impressionante.

Confira nossa lista!

1. Visitar o Mercado Tsukiji

O Mercado Tsukiji é tido como o maior mercado grossista de peixe do mundo. Pra se ter uma ideia, estima–se que o lugar venda mais de 2.000 toneladas de animais marinhos todos os dias não só para os moradores de Tóquio como também para os restaurantes.

No mercado, acontece diariamente o disputado leilão de atum, em que peças enormes de peixes são vendidas para consumo – para acompanhar o leilão é preciso chegar cedinho, por volta das 5h da manhã; mas certamente o que de fato surpreende no local é a incrível variedade de animais do mar, sempre muito frescos. Ostras, camarões, peixes diversos, lulas, polvo… Tudo isso você vê por lá.

Não deixe de visitar a área exterior do Mercado Tsukiji, onde estão vários restaurantes especializados em shushi e “frutos do mar”; casas de chá verde, lojinhas e muito mais.

Por fim, depois de visitar o Mercado não deixe de caminhar até as ruas do exclusivo bairro de Ginza, onde pontuam as principais marcas de luxo do mundo.

2. Visitar o Santuário Meiji Jingu

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TOKYO – Dec 12: Meiji Jingu Shrine,Tokyo on 12th December 2014. Meiji Jingu Shrin is the Shinto shrine and most popular historical shrine. (TOKYO – Dec 12: Meiji Jingu Shrine,Tokyo on 12th December 2014. Meiji Jingu Shrin is the Shinto shrine and most

O Santuário Meiji Jingu é considerado um dos maiores templos xintoístas de Tóquio. É dedicado ao Imperador Meiji, conhecido por ter quebrado o isolamento do Japão com o mundo do século 19 e dado os primeiros passos no desenvolvimento do país, e sua esposa, a imperatriz Shoken.

O templo foi fundado em 1920, porém foi completamente destruído durante a Segunda Guerra Mundial e só foi reconstruído em 1958, com a ajuda de doações de diversas partes do mundo.

O santuário é marcado pela presença de um torii gigante, com 12 metros de altura, feito com cipreste de mais de 1.500 anos. Logo na entrada, barris de sakê, uma das bebidas mais populares do país, enfeitam o caminho até o santuário. 

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Foto de Vital1na no Pexels

3. Templo Asakusa (Sensōji)

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Imagem de bewkaman por Pixabay

O Templo Asakusa é certamente o mais popular entre os templos de Tóquio e por conseguinte, um dos mais movimentados. Diariamente, centenas de japoneses vão ao local para fazer suas preces e orações, principalmente em datas especiais. Concluído em 645, ele guarda a imagem de Kannon, deusa da misericórdia.

Ao chegar ao templo, certamente você vai ser surpreender com o complexo e imponente portão vermelho de entrada, que fica localizado na rua Nakamise. Aliás, na Nakamise Street, além do templo, você encontrará um ótimo lugar para fazer compras – se gostar de bater perna –, restaurantes e um belo jardim bem ornamentado.

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Atrações em Tóquio: Foto de Sunil Poudel no Pexels

4. Explorar Shibuya – o bairro mais famoso de Tóquio

Shibuya é provavelmente a área de Tóquio que melhor personifica a imagem que temos da capital do Japão. Muitos arranha–céus espelhados, painéis de vídeo luminosos e principalmente, muita gente caminhando apressadamente por todos os lados. Não à toa que essa região da cidade é conhecida como a “Times Square de Tóquio”.

Aliás, é exatamente nessa região que está o mais famoso cruzamento do planeta, quando 8 semáforos se fecham ao mesmo tempo e as 5 faixas de pedestres viram uma verdadeira passarela. Atravessa para um lado, espera o sinal fechar e atravessa para o outro, esse é o ritual de Shibuya.

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Foto de Imani Williams no Pexels

Para ver todo esse burburinho, a dica é comprar um café na Starbucks ou no Cafe L’Occitane e procurar por uma mesa perto das janelas, que oferecem uma boa visão de todo aquele “caos controlado”.

Por fim, outros pontos de interesse de Shibuya são a estátua de Hachiko, um cão que ficou famoso e ganhou até filme, a Center Gai, uma rua apenas para pedestres com muitas lojas conhecidas e a rua Koen.

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Atrações em Tóquio: A Estátua do cão Hachiko é um dos símbolos de Shibuya

5. Ir ao Palácio Imperial de Tóquio

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Atrações em Tóquio: Foto de Matheus Hobold Sovernigo

O Palácio Imperial de Tokyo, localizado próximo à Tokyo Station, é a residência oficial da família imperial japonesa. Ele foi construído sobre a base do Edo Castle (1457) e até hoje algumas de suas muralhas permanecem de pé.

Sua construção se deu quando a capital japonesa foi transferida de Kyoto para Tokyo e embora o palácio tenha sido destruído durante a Segunda Guerra, ele foi reconstruído de acordo com o modelo original. 

O Palácio está cercado por um lago e por jardins conhecidos como East Gardens, que podem ser visitados de forma livre e gratuita. O lugar tem muros remanescentes do Edo Castle, que foi o castelo construído no local em 1457 e reúne jardins com encantadoras cerejeiras e um bom espaço para curtir ao ar livre.

6. Ver a cidade de cima na Tokyo Tower e Tokyo Skytree

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Atrações em Tóquio: Tokyo Tower – Foto de Nick Kwan no Pexels

Com design inspirado na famosíssima Torre Eiffel ( Paris ), a Tokyo Tower é certamente um dos símbolos da modernização do Japão no pós-guerra. A torre tem 333 m de altura e tem dois observatórios, um localizado a 150 metros de altura (Main Deck) e um menor que fica a 250 metros (Top Deck).

O observatório principal, com 150 m, pode ser acessado através de elevador ou de escadas e oferece uma vista mais detalhada da cidade. Do observatório mais alto, pode-se ver o Monte Fuji e Monte Stukuba quando o tempo está sem nuvens (os ingressos são vendidos separadamente).

Por fim, a Tokyo Skytree realmente de destaca no Skyline de Tóquio. Ela tem 634 metros de altura, a maior torre do mundo. Além da própria torre, construída com tecnologia japonesa para resistir a abalos sísmicos, o elevador também é um diferencial do lugar, pois tem capacidade para transportar 40 passageiros e atinge uma velocidade de 600 metros por minuto. 

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Atrações em Tóquio: Tokyo Skytree

Assim como na Tokyo Tower, a Tokyo Skytree tem dois mirantes diferentes, um deles a 350 m de altura (Tembo Deck) e outro a 450 m (Tembo Galleria).

O mirante mais baixo possui 3 pisos, onde ficam cafeterias, lojas de presentes, um restaurante e um espaço com piso de vidro, onde você pode observar a estrutura da torre aos seus pés.

Já o mirante do Tembo Deck (350 m) oferece uma vista suficiente para admirar toda a cidade e ver locais como o Templo Senso-ji, Tokyo Tower, as várias pontes ao longo do Rio Sumida e diversas montanhas e alpes japoneses. Certamente imperdível!

7. Passear no Parque Ueno, em Taito

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Foto de Dick Thomas Johnson/Flickr

Muito popular para as festas hanani (quando os japoneses se juntam para contemplar as cerejeiras em flor), o Parque Ueno é certamente um dos lugares mais agradáveis de Tóquio e por isso, deve ser incluído ao seu roteiro pela cidade, principalmente quando sentir que precisa de uma pausa em meio ao “caos organizado” da cidade.

O espaço do parque em si é bem grande e inclui um jardim zoológico e variadíssimos templos e museus; tornando a visita ainda mais completa. Fica no distrito Taito, e é um passeio ideal para combinar com a ida ao Templo Sensoji, no vizinho bairro de Asakusa.

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Foto de Usodesita/Flickr/Creative Commons

8. Fazer compras no bairro Shimokitazawa, a região mais alternativa de Tóquio

Comparado com o Brooklin (bairro de Nova Iorque) pelos editores da revista da Time Out, o bairro Shimokitazawa é descrito como um local arrojado, moderno e com forte influência da contracultura. Suas ruas, repletas de lojas de segunda mão, restaurantes, cafés e bares “diferentões”, são o oposto das localizadas nos bairros do centro de Tóquio, famosos pela estética harajuku.

Não há arranha céus, as ruas são estreitas e você verá muita gente passeando tranquilamente de bicicleta. É como se fosse uma cidade diferente dentro de Tóquio.

Ademais, o bairro costuma reunir frequentadores interessados em música, arte e moda com uma estética antikawaii (antifofo, em tradução livre). Entre os restaurantes, destacam-se as casas que servem ramen e pratos à base de curry.

9. Visitar o Harajuku

Harajuku é o grande reduto da cultura pop japonesa em Tóquio. Praticamente a disneylândia da cidade. É lá que você vai ver aquela galera fazendo cosplays de personagens do mundo todo; além dos ultra fashionistas, lojas com fachadas de cores pulsantes, animes, músicas e até algumas coisas bem bizarras.

A dica é ir ao bairro principalmente nos finais de semana, quando as ruas ficam ainda mais cheias de gente (e personagens). Ah, e se quiser fotografar, não se preocupe. Para eles será o maior elogio.

10. Curtir uma tarde no Parque Shinjuku Gyoen

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Imagem de merdanata por Pixabay

Por fim, nossa última dica sobre o que fazer em Tóquio é aproveitar uma tarde tranquila no Shinjuku Gyoen, considerado o maior parque Tóquio. Com 58.3 ha, é uma ótima opção para quem adora curtir atividades ao ar livre, como por exemplo caminhadas, piqueniques e mais.

A melhor época para visitar o parque é certamente durante a primavera, quando os jardins repletos de cerejeiras ficam ainda mais encantadores. Mas vale visitar também durante o outono, quando as folhas das árvores ganham cores diferentes.


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